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3 Maneiras de se entrar em Companhias de Dança

Fazer parte de uma companhia, especialmente as internacionais, é o sonho de muita bailarina. Mas será que você sabe de que forma entrar naquela sua companhia dos sonhos? É isso que falaremos aqui.

 

Existem algumas formas de fazer parte de uma companhia. Listarei nesse post 3! Vamos a elas.

 

1.Bolsas em Seletivas e Festivais

 

Alguns festivais de dança, principalmente os internacionais, oferecem como prêmio aos bailarinos bolsas de estudos em escolas no exterior. Muitas escolas de formação no exterior, tem suas próprias companhias profissionais.

 

Por exemplo: Há uma diferença entre o Royal Ballet School (que é uma Escola de dança em Londres, voltada para formação) e o Royal Ballet (que é uma companhia profissional). E assim acontece com diversas companhias renomadas de dança no mundo.

 

Quando um aluno ganha uma bolsa de estudos para ingressar na Escola, ele ainda não está contratado para a companhia. Antes, é necessário que ele termine a sua formação como aluno e posteriormente também participe de uma audição para integrar na companhia profissional.

 

Mas é claro que quando o aluno faz parte da Escola, ele já está aprendendo a metodologia e a forma como a companhia profissional daquela escola trabalha e por isso fica um pouco mais fácil conseguir um contrato para tal companhia.

 

E foi dessa forma que as ex alunas como Mayara Magri e Letícia Dias ingressaram na companhia do Royal Ballet (Londres). Como premiação no Prix de Lausanne (Suíça), elas ganharam uma bolsa de estudos para a Escola do Royal Ballet. Quando concluíram a formação como alunas, foram selecionadas para ingressar na companhia como bailarinas profissionais. O ex aluno Denilson Almeida, também conseguiu uma bolsa para a Escola do Royal e atualmente está cursando os últimos anos de formação, visando ingressar na companhia futuramente. Outro exemplo, foi o Daniel Deivison, que através do YAGP (2009), ganhou uma bolsa para a Escola do San Francisco Ballet (Califórnia) e assim que terminou os estudos, foi contratado para a companhia profissional do San Francisco Ballet.

 

Esses exemplos são inspirações para que os bailarinos continuem se preparando e participando de festivais.

 

2. Audições

 

As companhias, tanto internacionais quando nacionais, realizam audições para selecionar seus próximos bailarinos. Normalmente, para um contrato de trabalho, eles buscam perfis a partir de 18 anos.

 

Essas audições podem ser presenciais, tendo o bailarino que ir fisicamente ao local selecionado. Normalmente as audições físicas são como uma aula de ballet, com barra, centro, diagonal e ponta para as meninas.

 

Ou ainda por vídeos. Nesse caso, o bailarino deve enviar um vídeo. Pede-se que se filme em um lugar com uma estrutura mínima, de preferência uma escola de ballet e que o bailarino esteja com a vestimenta adequada para dançar. Geralmente, os diretores pedem uma variação de repertório, uma de contemporâneo, além de fotos e dados pessoais como altura, peso e data de nascimento . Atente ao regulamento para saber sobre isso.

 

Normalmente, o vídeo funciona como um pré requisito para que o bailarino possa agendar a audição presencial.

 

O ex-aluno Diego Lima, era bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quando os salários começaram a atrasar, devido a crise no estado do Rio de Janeiro, ele decidiu fazer um “mochilão” pela Europa em busca de audições. Nos sites das principais companhias, você pode encontrar informações como datas, pré-requisitos, idade e perfil físico que as companhias estão buscando. O Diego participou de uma audição presencial na companhia de Bordeaux, na França. Entre os candidatos tinham bailarinos das principais escolas de dança da Europa, porém, o jeitinho brasileiro encantou os diretores e atualmente, o Diego é bailarino da Ópera Nacional de Bordeaux.

3. Vídeos

 

Existe ainda uma terceira possibilidade. Algumas companhias precisam preencher vagas e nem sempre abrem audições. Por isso, vale mandar vídeo mesmo que não esteja uma audição acontecendo.

 

Mas para isso, vale a mesma regra da audição por vídeo. Esteja vestido adequadamente, filme em local adequado para o ballet e filme ao menos um trecho de aula. Você pode ser selecionado se os diretores da companhia gostarem de você.

 

Foi o caso da nossa ex-aluna Ana Letícia Godoy, que hoje está dançando no Ballet do Arizona e o da Bebel Lino, que está prestes a fazer parte do English National Ballet, na Inglaterra. Essas duas ex-alunas levaram muitos “nãos” em festivais até conquistarem seu sonhos. Por isso, se você ainda não foi premiado em um festival de dança, não desista! Pois pode estar mais perto do que você imagina!

 

Para todas essas formas, vale:

 

. Pesquisar sites na internet e seguir as companhias nas redes sociais. Normalmente essas são as melhores formas de você saber quando vai ter audição, a documentação exigida, se tem mais de uma fase e tudo o que você precisa saber sobre aquela audição. Um exemplo desse tipo de site é o https://www.danceeurope.net/auditions-jobs/ mas existem tantos outros por aí!

. Saber o tipo físico e a idade exigidos pela companhia. Assim você já sabe o que te espera e se é provável que te aceitem ou não.

Muitas companhias exigem uma altura mínima. Muitas delas, exigem que tanto meninas quanto meninos sejam altos (a partir de 1,65m para as meninas e 1,80m para os meninos, por exemplo) e que tenham a partir de 18 anos e algumas contratam bailarinos de até 29 anos, por exemplo.

Geralmente as companhias europeias desejam bailarinos altos, mas os EUA e as companhias latinoamericancas aceitam bailarinos mais baixinhos, por exemplo.

. Seguir o padrão de comportamento para audições em geral, conforme já falamos neste post aqui.



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