5 bailarinos negros que revolucionaram o ballet clássico

Conheça histórias inspiradoras e entende a importância desses bailarinos para a representatividade na dança

Nos últimos anos, os bailarinos negros vêm revolucionando cada vez mais o mundo do ballet através de atitudes e posicionamentos que resultam numa maior representatividade dentro dos palcos e salas de aula. Por conta do Dia Nacional da Consciência Negra, separamos 5 bailarinos negros que marcaram a história do ballet e tornaram esta dança ainda mais acessível para pessoas pretas.

O Dia da Consciência Negra, ou Dia do Zumbi, é uma homenagem à Zumbi dos Palmares, que foi um símbolo da luta por direitos que os afro-brasileiros reivindicam e resistência dos negros escravizados no Brasil. Com isso, o dia 20 de novembro tornou-se a data para celebrar e relembrar a batalha dos negros contra a opressão no Brasil.

Agora que você já conhece um pouco da história desta data comemorativa, veja quais bailarinos tiveram uma contribuição importante para uma maior representatividade negra no ballet:

Arthur Mitchell

O primeiro bailarino afro-americano a dançar na companhia do New York City Ballet, onde alcançou o cargo de primeiro bailarino. Em 1969, Mitchell inaugurou a escola de ballet clássico Dance Theatre of Harlem a fim de oferecer as crianças da comunidade de Harlem uma oportunidade de dançar. Outro grande marco de Mitchell no mundo do ballet foi a criação do “Giselle Crioulo”, uma versão do ballet de repertório com o elenco afro-americano que se passa na década de 1840 na Lousianna.

Mercedes Baptista

Mercedes tornou-se a primeira bailarina negra a fazer parte do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1948 e, cinco anos depois, criou seu próprio grupo de dança, nomeado “Ballet Folclórico Mercedes Baptista”. Até hoje, a bailarina é reconhecida como um símbolo de luta pelo lugar do negro no mundo, além de ser um grande nome no mundo do samba por suas grandes contribuições.

Ingrid Silva

A bailarina brasileira que foi do projeto social “Dançando Para Não Dançar”, na Vila Olímpica da Maré, até o cargo de primeira bailarina da companhia Dance Theatre of Harlem, em Nova York, onde trabalha até hoje. Ingrid ficou conhecida por pintar suas sapatilhas de ponta para estarem de acordo com o seu tom de pele e, após 11 anos, a bailarina teve sei primeiro par de sapatilhas adequadas à cor do seus pés que não foram pintadas por suas próprias mãos. Conheça mais sobre a história da bailarina que revolucionou as sapatilhas de ponta por aqui!

Carlos Acosta

O bailarino aposentado, que atualmente é diretor do Birmingham Royal Ballet já trabalhou em diversas companhias ao longo de sua carreira, incluindo o English National Ballet, National Ballet de Cuba, Houston Ballet e American Ballet Theatre. Porém, seu grande marco no mundo do ballet foi ter sido o primeiro bailarino negro do Royal Ballet de Londres.

Precious Adams

Precious ganhou duas vezes o Prix de Lausanne e conquistou uma bolsa de estudos para o English National Ballet, onde dança desde 2014; e, em 2017 foi promovida à primeira bailarina. Porém, a bailarina enfrentou discriminação da companhia ao ser deixada de fora das apresentações, inclusive do espetáculo de 240 anos do Bolshoi. O grande marco de representatividade de Precious foi quando ela deixou de lado a meia-calça rosa tradicional do ballet e passou a usar em tons que se igualassem ao seu tom de pele.

São bailarinos como esses que fazem da dança um lugar de representatividade, onde o que realmente importa é o amor pela arte. Nós da Petite, acreditamos que a dança é para todos, independente da cor de sua pele, gênero ou idade; Se você ama dançar, não deixe nada nem ninguém te parar!

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