“A dança perde uma figura histórica e lendária”, anuncia o Teatro La Scala

Aos 84 anos, a coreógrafa italiana que desmistificou a figura da bailarina clássica morre após anos de luta contra o câncer

A famosa bailarina e coreógrafa italiana, Carla Fracci, que dançou com Rudolf Nureyev, Erik Bruhn, Vladimir Vasiliev e outros grandes artistas, faleceu de câncer aos 84 anos no dia 27 de maio de 2021, em Milão, no norte da Itália. E para honrar sua memória, conheça mais sobre a bailarina que trouxe ao mundo uma nova ideia dos balés românticos do século XIX.

Grande bailarina italiana falece aos 84 anos, mas seu legado será eterno para a dança

Carla nasceu no dia 20 de agosto de 1936, em Milão, e começou seus estudos no mundo da dança em 1946 na escola de dança do Teatro La Scala de Milão e após sua formatura foi convidada a ingressar na companhia. Em 1956, ela foi promovida à primeira artista e, dois anos depois, se tornou primeira bailarina do La Scala.

Fracci ficou famosa por seus papéis em “Romeu e Julieta”, de John Cranko; “Elvira”, em Don Giovanni de Leonid Massine; e “Giselle”, com a qual a fez entrar para a história pela força que dava em suas interpretações, além de desmistificar a figura da bailarina clássica graças às suas incursões no cinema, naa televisão e na publicidade. Além disso, ela se apresentou com as companhias de ballet mais importantes, incluindo o London Festival Ballet, Royal Ballet, Stuttgart Ballet, Royal Swedish Ballet, American Ballet Teatro e outros.

Carla Fracci e Vladimir Vassiliev, bailarino russo, apresentando ‘Giselle’ em Roma, Itália, em 1972. Foto: Stringer/Ansa/AFP

A bailarina que foi descrita como “esplêndida” por Charles Chaplin, “rainha da dança” na Itália e “a eterna menina dançante” pelo poeta italiano e ganhador do Prêmio Nobel, Eugenio Montale; também foi diretora das cias de ballets: do Teatro San Carlo, da Arena de Verona e depois do Ballet da Ópera de Roma, onde trabalhou até 2010.

Todos do mundo da dança estão tristes com a perda e o Teatro La Scala publicou uma nota oficial sobre a morte de Fracci. “O teatro, a cidade, a dança perdem uma figura histórica e lendária, que deixou uma marca muito forte em nossa identidade e que deu uma contribuição fundamental para o prestígio da cultura italiana no mundo”, diz o teatro milanês.

Segundo o jornal La Repubblica, a bailarina lutava contra um tumor diagnosticado há anos. “Se foi um monumento nacional, um mito da dança”, escreveu o jornal La Repubblica ao dar a notícia de sua morte.

Obrigada por tudo Carla, seu legado será guardado para sempre em nossos corações.

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